sexta-feira, 18 de março de 2011

Meu amigo foi rápido na resposta

Entre todas as pessoas que conheço, tem um cara que eu admiro bastante, tanto pela sua integridade, quanto pela sua alegria. E, assim como todos, ele também alguns "amigos" que são iguais aos amigos de Jó. Daqueles que seria mais adequado dizer que são inimigos!

Fiquei sabendo que uma vez uma desses "amigos" começou a falar das suas aventuras e da forma como aproveitava (lê-se: destruía) a sua vida. E, dentre outras coisas, tinha algo nessas farras que impedia meu amigo de fazer o que os seus "amigos" faziam: ele era fiel à namorada. Foi aí que o cara, não conformado com essa palavra chamada "fidelidade", aproveitou o momento e perguntou por que ele não traia a sua namorada. E meu amigo foi rápido na resposta:

- Eu amo minha namorada!

Pensando sobre essa resposta, reflito que ele poderia dizer que não traia a namorada porque, se ele fizesse isso, ela brigaria com ele, que teria um grande problema pela frente ou que ela terminaria o namoro e ele estaria, então, solteiro. Existe uma lista de problemas relacionados a essa atitude que ele poderia citar, mas a primeira e única resposta dele foi em relação ao amor que ele sentia por ela. Isso já era o suficiente pra ele manter-se fiel.

Por que não somos assim também em relação ao pecado? Por que fugimos do pecado com medo do que Deus pode fazer conosco e não por que O amamos de tal maneira que o pecado passa a ser algo inaceitável pra gente?

A gente consegue ver isso na vida de Daniel. No capítulo 1, versículo 8 diz:

- Daniel, contudo, decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei, e pediu ao chefe dos oficiais permissão para se abster deles.

Daniel não era fiel por causa do medo que ele tinha medo das conseqüências da infidelidade dele, mas porque ele era íntegro e sincero de coração, porque amava a Deus de tal ponto que comer as coisas consagradas a outros deuses era considerado abominável para ele, custe o que custar.

Ainda no livro de Daniel, no capítulo 3, tem a história de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles foram obrigados e levados diante do rei para prostrar-se diante da estátua que o rei havia construído. Mesmo sendo ameaçados de perderem a vida caso não fizessem isso, eles continuaram firmes em sua fidelidade à Deus.

Hoje em dia, sem mesmo qualquer tipo de ameaça, nos tornamos infiéis. Optamos pelo pecado. Falamos tanto que O amamos de verdade, fazemos tantos compromissos que não passam de meras palavras soltas ao vento. Acontece que algumas palavras como amor, compromisso e fidelidade passaram a ter, na prática, uma flexibilidade muito maior.

Na prática, podemos dizer que amamos e ficar indiferente; podemos fazer um compromisso e quebra-lo minutos depois; podemos pregar fidelidade e trair sem peso na consciência. Isso não é amor, não é compromisso e, muito menos, fidelidade.

Precisamos resgatar isso. Ser fiel, ter compromisso de verdade, simplesmente porque O amamos. O nosso amor à Deus já deveria ser suficiente para detestarmos o pecado. Deveria!

Oro pra que a gente possa amá-lo de tal forma que isso reflita nas minhas e nas suas atitudes de fidelidade.

Abraços!

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