quarta-feira, 5 de março de 2014

E agora?

Sei que não sou o único, mas eu tenho amigos que concluíram o ensino superior numa determinada área e hoje trabalham em áreas completamente diferentes da sua formação. Algumas pessoas se formaram em humanas e hoje trabalha em exatas e vice-versa. Passaram 4, 5 ou mais anos estudando e aprendendo tudo de uma área profissional e na hora de colocar em prática, por vários motivos, optaram por não seguir a carreira que se dedicaram neste período. 

Já vi trabalhos excelentes destas pessoas durante esses anos letivos. Idéias e propostas de execuções de tirar o chapéu. Perfeitas! Mas que hoje esses conhecimentos não são mais utilizados. Uns abriram mão do curso assim que acabou a formatura. Outros procuraram empregos na área e não encontraram. Alguns até encontraram emprego e ficaram algum tempo na área, mas depois abandonaram de vez. Mas existem outros tantos que continuam firmes e estão colocando em prática tudo o que aprenderam na teoria.

Esse período pós-carnaval sempre vêm à tona uma pergunta: "acabou o retiro. E agora?"

Os retiros são períodos excelentes para termos experiências incríveis com Deus, para ouvirmos como devemos e como não devemos fazer. O nível de comunhão chega ao limite máximo. Em muitos retiros, os temas abordados em palestras, fóruns e/ou dinâmica de grupo mostram como a igreja deve avançar, como fazer missões, como ajudar ao próximo, como ser luz do mundo e sal da terra.

Mas... e agora? Como colocar em prática tudo o que foi ouvido? Como ser fiel a todos os votos que foram feitos durante o retiro? Infelizmente, muitos abandonam a teoria já no primeiro dia pós-retiro. Outros conservam essa "chama" até os famosos "Encontrão do Retiro". Outros até se juntam, se programam e... param por aí! Graças a Deus, encontramos tantos outros que, com retiro ou sem retiro, já arregaçaram as mangas e sabem qual é a sua missão nessa terra.

Jesus disse algo sobre os que praticam e os que não praticam tudo o que foi ouvido. Tá escrito em Mateus 7:24-27:

"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. 
E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda." 

Escreva tudo o que você aprendeu, se possível, de forma resumida. Coloque num papel as suas metas e desafios. E... VAMOS PRA PRÁTICA! Agora chegou a melhor hora! Não abandone o que você aprendeu. Não edifique toda essa maravilhosa teoria em cima de uma banco de areia.

Trabalho não falta! Mãos à obra!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Bolsa família

A Bolsa Família é um dos "benefícios" que o atual governo do Brasil mais defende como sendo favorável ao povo de condição mais humilde. Mas em minhas andanças por este país, deparei-me com uma realidade, digamos, longe do esperado e propagado pelo governo.

Vi um povo viciado por tal "benefício". Vi um povo acomodado com esta "ajuda" governamental. Um povo que entre uma bolsa e o estudo ou até mesmo ao trabalho que poderia, inclusive, gerar uma renda superior ao já alcançado, não hesita em optar pelo ócio, pelo "deixa como tá", mesmo que isto resulte numa vida mais ou menos. Pergunte para uma pessoa que recebe o Bolsa Família se ele quer trabalhar e perder o presente escravizador do governo? A resposta será, em sua maioria, uma negativa. Chego a fácil conclusão de que a mordomia gerada pelo Bolsa Família é mais maléfico do que benéfico ao povo. É melhor não fazer nada e ter pouco do que arregaçar as mangas e fazer a sua parte por merecer algo melhor.

Por muito tempo me questionei sobre a pergunta de Jesus ao se deparar com Bartimeu, um cego que mendigava nas calçadas da cidade, que sobrevivia da ajuda dos que passavam por ele, que se acostumou com o pouco e que clama em alta voz: "Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!" (Marcos 10: 46-52)

A minha surpresa é que a resposta de Jesus foi: "O que queres que te faça?"

Se eu estivesse ali naquele momento eu diria: "Jesus, ele é um cego e mendigo! Ele quer ser curado! É óbvio!"

Mas nas entrelinhas surge uma reflexão na pergunta de Jesus: "Bartimeu, o que queres que eu te faça? Tem certeza que queres ser curado? Já parou para pensar que se você for curado não mais irá viver como mendigo? Que não mais receberá ajuda dos que o viam como um pobre coitado? Já parou para pensar que quando você voltar a enxergar, terá que correr atrás do seu sustento? Já pensou nisto? E, então, o que queres que eu te faça?"

Bartimeu tomou uma atitude libertadora que ia muito além do "que eu tenha vista". Optou por ir a luta! Optou abandonar o benefício doado e, curado, voltou à ativa!

Me pergunto: quantos cristãos estão acomodados com o "Bolsa Família Celestial"? Sentados dominicalmente em suas igrejas ouvindo uma bela mensagem, ouvindo suas músicas costumeiras, sendo servido religiosamente. Será que criamos seres dependentes de um leitinho espiritual?

No livro de Hebreus encontramos o seguinte: "embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade." (Hebreus 5:12-13 / 6:1)

Fazendo uma auto-análise, você se considera ser um refém do "Bolsa Família Celestial"? E, então, se Jesus te perguntar agora "o que queres que eu te faça?" O que você responderá?

terça-feira, 16 de julho de 2013

Nunca mais compro nada nesse site

Esses dias comprei uma camiseta num site e me decepcionei totalmente! Mas foi uma decepção daquelas que nunca mais eu volto a comprar lá!

Quando fui ler meu e-mail, tinha lá uma mensagem desse site falando de uma ótima promoção. Na mesma hora fui lá e comprei. Tudo perfeito! A camiseta era muito boa, bonita, o preço, tanto do produto quanto do frete, também era ótimo. Enfim, nada que me fizesse pensar duas vezes em comprar a camiseta. E foi isso que eu fiz.

Acontece que poucos dias antes do prazo estipulado de entrega, eu recebo um e-mail dizendo que "houve um problema e por isso meu produto seria entregue com atraso". Relevei porque não tava com pressa e de nada adiantaria eu mandar um e-mail desaforado pra eles.

Esperei mais alguns dias e, enfim, minha camiseta chegou! Mas no tamanho errado! Entrei em contato com eles e pediram pra eu devolver aquela camiseta pelo correio. Lógico que perguntei quando chegaria a camiseta correta! Só que fui obrigado a ouvir que eles não tinham mais o meu tamanho em estoque e que iriam devolver meu dinheiro! Pelo menos aprendi uma coisa: nunca mais compro nada nesse site!

Fazendo uma relação disto que aconteceu comigo com o que acontece por aí no meio cristão, percebo que esse serviço do "pós-venda" tem acontecido em muitos lugares. Perdoe-me relacionar um assunto a outro. Tente me entender! Mas é que vejo que existe todo aquele empenho para levar a palavra de Cristo pra pessoa, todo amor, todo cuidado, a pessoa aceita essa mensagem como sendo transformadora pra vida dela e... todos somem!

Mesmo que em outro contexto, o salmista no Salmo 142:4 diz algo que imagino que essas pessoas podem sentir:

"Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse. Refúgio me faltou; Ninguém cuidou da minha alma."

"Ninguém cuidou da minha alma". Isso é um grito desesperador! A mensagem do evangelho não deve ser pregada apenas naqueles minutos que você fica com a pessoa! O "day after" é tão importante quanto! Aliás, é depois da pessoa aceitar a Cristo como único e suficiente salvador que as dúvidas e necessidades de um cuidado especial aparecem e nós, como igreja, devemos estar por ali! Evangelizar é muito mais do que falar do evangelho num único dia, mas é o ato contínuo de manter contato com a pessoa até que o evangelho faça parte da rotina dela. Pregar, sim, é falar e "cair fora". Evangelizar é muito mais amplo. É muito mais do que fazer uma "boa venda", fazendo uma alusão ao exemplo que dei ali em cima!

Que sejamos como Barnabé, que cuidou de Paulo mesmo quando este ainda era Saulo, além de muitas outras pessoas por onde passava, como está escrito em Atos 11:26:

"E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos."

Que nosso ato de evangelizar seja profundo e duradouro ao ponto das pessoas serem chamadas verdadeiramente de cristãs. Que não seja apenas um evento de curto prazo. Que não haja um arrependimento da pessoa em aceitar a Cristo por falta de cuidado após esta que é maior e melhor decisão que uma pessoa pode tomar.

Fica a dica!

Abraços!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Aprendi a cozinhar

Isso mesmo! Aprendi a cozinhar, mas por enquanto apenas pratos básicos! Minha mãe diz que perdeu esse meu “dom”! Mas nem eu sabia que era tão fácil assim cozinhar! Hahaha!!

Esses dias tive que improvisar uma coisa que acabou dando certo. Fui fazer arroz, mas não tinha alho. Na minha falta de experiência, improvisei algo que acabou dando certo. Coloquei na panela aquela pasta de alho da Arisco. E depois de outra coisas, ainda coloquei mais sal. Só depois que minha esposa disse que a pasta de alho já tinha sal. Ou seja... o arroz ficou salgado! Hahaha!! Mas nem tanto! Dava pra comer sem problemas.

Lembrando daquele clássico versículo que diz que nós somos “o sal da terra” (Mateus 5:13) e comparando com essa minha experiência na cozinha, cheguei à duas conclusões:

1. O sal dissolve na água mas deixa o gosto

É comum a gente encontrar igrejas em vários bairros pelo Brasil à fora, mas que se formos fazer uma análise fria, muitas parecem que são sal no saleiro e não sal na comida. Elas estão ali, no metro quadrado delas, não deixam de ser sal, mas estão lá, na deles! Em muitas, você até sente o sabor gostoso do tempero dentro das quatro paredes, mas não sente o sabor deste mesmo sal nas favelas, nos asilos, orfanatos, hospitais, presídios e outros lugares ao redor deste “saleiro eclesiástico”. Quando a Bíblia fala que somos “o sal deste mundo”, quer dizer exatamente que em todas partes do mundo, nos cantos mais remotos ou até mesmo nos lugares mais perigosos e menos “turísticos” do seu bairro, o sal tem que estar presente. Ele deve ser dissolvido no mundo sem deixar de dar o sabor que lhe é devido! O sal não pode ficar dentro do saleiro.

2. Não dá pra diferenciar o sal

A pasta de alho já tinha sal e, mesmo assim, eu coloquei mais sal. Só que em momento algum deu pra diferenciar se aquele gosto era do sal da pasta de alho ou se era do sal que eu coloquei depois. Da mesma forma, não deveríamos diferenciar se o evangelho que pregamos é da igreja A ou da igreja B. Sal é sal. Evangelho de Cristo é evangelho de Cristo! Mas nossas doutrinas umbilicais tem alterado a fórmula do sal, se é que isso é possível. Minha esposa é química e vai poder responder isso bem melhor do que eu. Um dia Cristo vai te perguntar se o evangelho que você tem pregado é realmente o evangelho dEle ou outro qualquer! Espero que essa pergunta não aconteça tarde demais!

Só pra lembrar: “Se alguém vos anunciar outro evangelho diferente do que já recebestes, seja anátema!” (Gálatas 1:9)

Abraços!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Por que você não gosta de bacalhau?

Me lembrei hoje de algo que aconteceu um tempo atrás quando almocei com uma pessoa e coloquei no prato somente carne vermelha, enquanto no prato dessa pessoa tinha um pedaço de bacalhau que, confesso, parecia estar muito bom. Assim que essa pessoa viu que eu não tinha pegado bacalhau, tive que responder a seguinte pergunta:

- Por que você não gosta de bacalhau?

Eu poderia simplesmente responder que “não gosto porque não gosto” (hahaha) ou ser bem simples na resposta. Mas eu quis enfeitar e falar bonito e difícil. Respondi da seguinte forma:

- Não como bacalhau porque as enzimas liberadas pelo bacalhau causam desconforto no meu sistema digestivo.

Caracaaaa!!!! Falei bonito!! Pode concordar comigo!! Óbvio que a pessoa aceitou a minha resposta como super convincente! Óbvio!!

Mas logo depois eu que fiz uma pergunta:

- E bacalhau libera enzima??

Não. Minha resposta está completamente errada! Apesar de estar bonita e convincente! É impressionante o que as palavras bonitas e faladas com a entonação correta fazem... Convence muitos a acreditar que elas estão certas mesmo estando erradas!

Ultimamente temos visto tantas coisas absurdas por aí sendo ditas em nome de Deus e, pior do que isso, tanta gente acreditando e dando “glória à Deus”! Muitas são tão absurdas que as vezes a gente se pergunta: “será que alguém cai nesse papo”? Esses dias, por exemplo, vi um cara “de Deus” dizendo que não concorda com determinado milagre que Jesus fez! E muito mais de mil pessoas disseram “amém”! Porém tem outras situações que as palavras são tão bem faladas, com entonações tão perfeitas e são ditas por pessoas de tanta confiança que muitos correm o risco de cair na “armadilha”. Inclusive eu e você. Tenham senso crítico!

1ª João 4:1 diz o seguinte:

“Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.”

Por isso, digo: leiam a Bíblia sempre! Meditem! Tentem entendê-la o máximo possível! Orem! Busquem sabedoria! Intimidade com Deus!

Efésios 14: 14 a 16 faz um alerta:

“Não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.”

Por último, gostaria de deixar um recado que Jesus disse:

“Acautelai-vos, que ninguém vos engane.” (Mateus 24:4)

Abraços!

sábado, 23 de março de 2013

O que fazemos com nossos incômodos?

Uns dias atrás, eu e minha esposa estávamos em casa e já era tarde da noite quando ela começou a sentir dores intestinais, até então era uma dor "suportável". Mas o tempo ia passando e a dor aumentando. Até que, pouco mais de 1h da madrugada, a dor começou a ficar muito intensa e passou à incomoda-la muito. Foi aí que saímos de casa e fomos para o hospital. Se não fôssemos, ela ficaria horas e mais horas sentindo dores em casa.

O relógio já marcava 2h quando chegamos no hospital. Lá, ela tomou remédios, soro, realizou alguns exames e, aproximadamente, 5h nós estávamos voltando para casa. Ainda sentia algumas dores. Compramos alguns remédios e alguns complementos alimentares que ela toma até hoje, não porque gosta, mas porque tem que tomar. Tudo isso para que a dor, que tanto a incomodava, não retorne.

Queria fazer um paralelo com uma situação que Jesus passou e que está escrito em Mateus 20:34

"Então Jesus, movido de íntima compaixão, tocou-lhes nos olhos, e logo viram;"

Em ambos os casos, havia algo que incomodava. No caso da Clariana, a dor intestinal. No caso de Jesus, a cegueira destas duas pessoas. Nas duas situações, houve uma reação frente a isso. Eu e minha esposa fomos para o hospital, compramos os remédios e ela ainda toma. Já Jesus, parou sua caminhada para, movido de íntima compaixão, atender ao pedido daqueles cegos.

Confesso que eu fico impressionado com a quantidade de pessoas incomodadas com várias coisas! O Facebook tá lotado dessas demonstrações públicas de "chega", "vamos dar um basta nisso" e assim por diante! Temos o grupo das pessoas incomodadas com a pobreza e a fome, o grupo das pessoas incomodadas com a injustiça no Brasil, com a desigualdade, sem falar nos que são incomodados com a situação das igrejas evangélicas e seus líderes. Assumo que tenho um pouco ou muito, em alguns casos, de cada um desses incômodos. Mas a pergunta que não quer calar é:

- E o que é que tem sido feito além de ficarmos incomodados?

Até quando vamos ficar em casa sentindo dores e não vamos agir e fazer algo para melhorar essa situação que dizemos que tanto nos incomoda? O que adianta lotarmos o Facebook e falarmos com todos os que nos cercam que algo precisa ser feito e nada fazemos? Eu estou incomodado com esse tipo de incômodo inoperante!

Você tá incomodado com a fome? Tem certeza? Então qual foi a última vez que você deu um pão pra uma pessoa faminta na rua? Muitos nem sabem o preço da cesta básica!! Você tá incomodado com a pobreza? Quando foi a última vez que você foi numa favela fazer alguma coisa pra mudar esse cenário? Tá incomodado com a crise nas igrejas? Sério??? Você tem orado pelos pastores? Você tem feito o quê? Criticado apenas? Fala sériooo!!!

Não basta estar incomodado, é preciso agir! Senão esse incômodo nunca vai passar!

Pra finalizar, queria deixar um versículo muito conhecido que está em Tiago 2:20

"Queres saber, ó homem insensato, que a fé sem as obras é inútil?"

Em outras palavras: "queres saber, ó homem insensato, que ter fé, estar incomodado com algo e não fazer nada, está anulando a sua fé?"

Pense nisso!

Abraços!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Experiência do futebol no presídio

Lembro quando fui com os homens da IBVA, lá na Bahia, jogar bola com os presos no presídio de Lauro de Freitas. A gente tava em, mais ou menos, 50 pessoas. E passamos um dia inteiro, não só jogando bola, como cantando, se divertindo com os palhaços que também estavam lá ou, simplesmente, conversando assunto aleatórios com eles. Alguns falavam dos crimes que cometeram e que fizeram eles estarem lá, do tempo que ainda faltava para cumprirem suas penas. Nossa postura, em momento algum, era de incriminá-los, apesar de refletir com eles de que o que fizeram era errado. 0% de acusação!

Mas isso pode até mesmo soar estranho para a sociedade em geral. Por que tratar bem pessoas que cometeram crimes, como assassinato, por exemplo? Poderia citar inúmeras bases bíblicas aqui, mas prefiro ficar com Provérbios 15:1

"A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira."

O "correto", pra sociedade, seria irmos lá e "descer o madeira" nos caras, jogar na cara deles que eles são culpados, que são criminosos, que devem pagar pelo que fizeram e assim por diante… Nada disso é, legalmente, errado. São realmente culpados, são classificados como criminosos pela lei e precisam pagar pelo que fizeram. Fato! Mas se fizéssemos isso, estaríamos nada mais nada menos do que despertando ainda mais a ira deles e não desviaríamos a fúria, comprometendo o processo de recuperação do indivíduo, que é o foco do Cristianismo.

Me entristece ao ver pessoas, dentro das igrejas, que lidam com os que cometem algum pecado ou fazem algo fora da doutrina humana-religiosa de forma tão ríspida que deixa, até mesmo, os que apenas observam a cena "sem graça", tamanho o peso das palavras e a forma que são ditas.

Reflito algumas questões:

- Será que não poderíamos fazer, nas igrejas, o mesmo que é feito por muitos cristãos, ao redor do mundo, dentro dos presídios? Tratar com amor os que erram!
- Essas atitudes condizem com a postura de Jesus, quando Ele mesmo diz que o "jugo dEle é suave e o fardo é leve" (Mateus 11:30)?

Sou total defensor de que devemos arcar com as consequências dos nossos erros, mas muitas vezes jogam em nossos ombros cargas maiores do que nossos próprios erros e observamos que a forma como tratamos as pessoas nos presídios, geralmente, é bem mais calma do que em nosso ciclo religioso. Isso afasta muito mais do que aproxima!

Repreender não significa bater severamente, mesmo que com palavras.

Abraços!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Pearl Harbor


Estive vendo um dos filmes mais clássicos do cinema: Pearl Harbor! Quem ainda não viu, recomendo ver. É realmente um ótimo filme.

Ele narra a invasão dos japoneses ao Hawaii, mas especificamente ao local que dá nome ao filme. Um invasão surpresa e que deixou os EUA completamente abalado. 

Nesta base militar americana, milhares de soldados treinavam constantemente para a guerra. Pilotavam seus aviões, navios de guerra, porta-aviões e tudo mais. E num dia normal, praticamente sem aviso prévio, os japoneses invadem a ilha e começam a destruir tudo o que vêem pela frente. No meio da invasão, uma cena me chama a atenção e quero me prender à ela. 

Essa cena mostra alguns soldados americanos, agachados no chão de um navio em meio à um bombardeio chorando com medo e sem conseguir lutar. Um outro militar teve que pegá-los do chão e mandar que eles tomem suas posições de guerra.

Pensei imediatamente: pra que adiantou tantos anos de treinamento constante, se no momento de colocar em prática tudo o que aprenderam, eles recuaram?

Minha igreja acabou de sair de um congresso missionário e eu sei de outras igrejas de pessoas que tenho contato que também tiveram congressos por agora ou de outras pessoas que vieram de eventos que nos encoraja a sair das quatro paredes. Fico até mesmo pensando em algo que já fizeram na minha igreja, assim como em várias outras por muitos anos, que é a simulação de colocar uma pessoa vestida como um mendigo no meio de um culto para testar a reação das pessoas. Depois a identidade do ator é revelada e já soube de casos onde o ator era a pessoa responsável por trazer a mensagem naquele dia.

Me pergunto: e se não for mais simulação? E se um mendigo, por exemplo, realmente entra numa igreja cristã? E se ele realmente está com fome e não tem onde morar, diferente do ator? O que a igreja faria? Oraria por ele e diria "que Deus te acompanhe"? Que resposta e ações nós temos para estas situações da vida real que acontecem fora das quatro paredes das nossas igrejas todos os dias? Nos isolamos em nossas paredes eclesiásticas e procuramos viver, também, num planeta diferente.

No planeta Terra e muito provavelmente no bairro onde você mora, pessoas cometem suicídio, mendigos andam catando comida nas lixeiras de lanchonetes e restaurantes, ex-presidiários são forçados à voltar ao mundo do crime porque não encontram empresas que o recebam como funcionários, alcoólatras e drogados se afundam em seus vícios, enquanto os bancos das igrejas continuam limpos e seus frenquentadores continuam com cheiro de perfume importado.

O que faríamos se não fosse mais uma simulação?

Lucas 12:35-38 resume bem:

"Estejam prontos para servir, e conservem acesas as suas candeias, como aqueles que esperam seu senhor voltar de um banquete de casamento; para que, quando ele chegar e bater, possam abrir-lhe a porta imediatamente. Felizes os servos cujo senhor os encontrar vigiando, quando voltar. Eu lhes afirmo que ele se vestirá para servir, fará que se reclinem à mesa, e virá servi-los. Mesmo que ele chegue de noite ou de madrugada, felizes os servos que o senhor encontrar preparados."

Eu quero ser encontrado servindo à cada momento. E você?

Abraços!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eiii, me ajudem!


Bastante tempo atrás estava com uns amigos numa praia no Rio de Janeiro curtindo um dia de sol. O mar tava calmo, o que permitia a gente ficar um pouco mais distante, mar à dentro.

Eu fui um dos últimos a entrar no mar. Quando entrei, meus amigos já estavam na famosa rodinha de conversa com a água na altura dos ombros. O papo estava bem alegre e isso me fez tentar chegar até eles o mais rápido possível, por isso acelerei o passo.

Não contava que no meio do caminho, com a água ainda na cintura, encontraria um buraco bem fundo. Como estava andando rápido na água, pisei com toda força e não encontrei o fundo, isso me fez ter um câimbra bem forte na perna e acabei me encontrando na seguinte situação: como não conseguia colocar o pé no chão por causa do buraco, fiquei um pouco desesperado, não conseguia nadar e, lá estava eu, me afogando no mar, onde todos imaginavam que estava com água na cintura. Ninguém sabia do buraco que eu me encontrava...

Obviamente, comecei a pedir socorro aos meus amigos, gritando:

- Eiii, me ajudem!!

Ninguém deu crédito ao meu pedido de socorro. Eles simplesmente me ignoravam e ficavam rindo de mim. Não conseguiam ver o grau do perigo que eu estava passando. Lógico! Não eram eles que estavam no buraco, sem conseguir colocar o pé no chão e com câimbra na perna! Só depois de um bom tempo, que um dos meus amigos veio me tirar do buraco.

Vendo essa minha situação calamitosa, com exagero e tudo (hahaha), faço uma pequena reflexão à um versículo que muitas vezes vejo que é lido de forma errada.

- Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. (1 Coríntios 6:9-10 - NVI)

Muitas vezes, olhamos para estes grupos dos que "não herdarão o Reino de Deus" para identificarmos na sociedade ou até mesmo na nossa rede de relacionamentos, aqueles que ficarão de fora, enquanto os "santos" aqui receberão "honras ao mérito" na entrada do Reino de Deus. Quanta ilusão!!

A leitura desse versículo não deve ser feita dessa forma! Não é para fazermos como os meus amigos que me olhavam e zombavam de mim por que eu tava me afogando "no raso", mas são exatamente esses aí, e outros mais, os grupos que nós não temos que medir esforços para tirá-los do buraco! E quando dermos um passo para salvá-los, vamos perceber que o raso, na verdade, não é um local que dá motivo pra gente falar: "que idiota! Tá se afogando no raso", mas é o local perfeito pra gente ter a certeza de que "eu posso ajudar, está ao meu alcance"! 

Muitas vezes, vemos apenas o superficial e achamos que é fácil a pessoa sair da situação que ela se encontra. Mas só quem está no buraco e com câimbras na perna sabe a dificuldade que é colocar o pé no chão.

Quando alguém te pedir ajuda, saiba que ela está vendo em você alguém com potencial para socorrê-la!

Abraços!

terça-feira, 19 de junho de 2012

De onde surgiram essas ondas?

Eu sempre tive um sonho de surfar. Por vários motivos isso nunca foi muito pra frente. Só que agora vai! Hahaha!!!

Falei com um grande amigo para ele me ensinar a surfar, marcamos um dia e hora, tudo combinado e lá fomos nós. Sinceramente, não esperava muita coisa da primeira aula. No máximo pegar os macetes de ficar equilibrado em cima da prancha e nada mais do que isso. Essa era a minha meta para a primeira aula. Mas até fui além disso. Cheguei a descer de uma (única) ondinha! Mas já tá ótimo pra começo de história.

Antes entrar no mar, tinham algumas etapas. Aquecimento e oração! Ambos realizados com sucesso! Olhamos pro mar, poucas ondas e pequenas. Ótimo para quem tá aprendendo.

Mas algo aconteceu. Bastou a gente entrar no mar e, de repente, começam a surgir ondas maiores uma atrás da outra. Numa série que parecia não ter fim. O mar que estava calmo, começou a ficar mexido. 

As perguntas foram automáticas:

- De onde surgiram essas ondas? Só foi a gente entrar no mar pra elas aparecerem?

Na mesma hora refletimos que é exatamente assim que acontece na nossa vida espiritual. Muitas vezes observamos a vida passar sem que nada de muito diferente aconteça, mar calmo. Mas basta a gente começar a dar passos de fé, basta a gente querer sair da vida cômoda, que passamos a ver as ondas crescendo bem na nossa frente. Quem é que nunca passou por isso?

E digo mais: tem horas que bate medo, desespero, quando somos arrastados pela onda e percebemos que ela está tirando a gente do mar e nos levando de volta para a areia.

Talves você esteja passando por isso agora na sua vida. O que antes estava tudo calmo, de repente, as ondas começaram a bater na sua vida e você tem visto a sua vida sendo levada de volta para a areia ou até mesmo correndo risco de perdê-la definitivamente.

Certa vez, depois de acalmar o mar, alguns perguntaram o seguinte de Jesus:

Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem? (Mateus 8:27)

Este homem, Jesus, é quem pode acalmar o mar da sua vida. Basta você chamá-lo e pedir isso de todo o seu coração. Oro para que você faça isso o quanto antes, por que Ele definitivamente te ama e quer muito o seu bem.

Faça isso o quanto antes! Peça a ajuda à Cristo, você vai ver o mar se acalmando.

Amém!