quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pode me pedir o que quiser.

Alguns anos atrás, um amigo meu faleceu repentinamente. Mortes assim causam um impacto muito maior, porque ninguém espera. Me lembro que eu tava indo pro trabalho quando fiquei sabendo da morte dele. Fiquei paralisado.

Ele era um cara de bem, amigo de todos, bom filho… inclusive, o pai dele, que mora no interior da Bahia, toma remédios controlados e o filho era quem pagava todos os remédios.

No dia do enterro dele, muitos amigos e colegas de trabalho foram até o interior, onde seria o sepultamento. No meio daquele clima bem triste e fúnebre, um grande empresário, homem muito rico, foi consolar o pai deste meu amigo e, depois de toda solidariedade, ele disse:

- Toma aqui o meu cartão. Tem todos os meus contatos. Eu sei que o seu filho sempre mandava dinheiro pro senhor. Não se preocupe, pode me ligar a hora que precisar e pode me pedir o que quiser.

Sabendo que quem estava falando com ele era um empresário muito rico, o pai foi logo aproveitando pra fazer o seu pedido. E a primeira coisa que esse pai pediu foi:

- Você pode mandar alguém ir lá trazer o meu filho de volta?

Esse empresário percebeu, nas palavras desse humilde pai, uma coisa: de que adiantava todo o seu dinheiro?

Salomão também passou por essa crise. Em Eclesiastes existem vários questionamentos sobre o trabalho das nossas mãos, como no capítulo 2, versículo 11:

"Olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol."

Focamos as nossas horas, os nossos dias para coisas daqui desta terra. Muitas vezes, a noite chega e o nosso quadro mental é de cansaço. O que ocupou o nosso pensamento durante o dia foram coisas do nosso trabalho, do estudo, coisas dessa vida, coisas que o livro de Eclesiastes diz ser "tudo vaidade e aflição de espírito". Não quero dizer que é pra gente jogar tudo isso pra cima, mas para pensarmos sobre quais são as nossas prioridades. Aliás, pela nossa forma de viver, podemos dizer que somos filhos de Deus ou filhos deste mundo?

O livro de Eclesiastes termina dizendo o seguinte:

"De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau."

Abraços!

Nenhum comentário: