quarta-feira, 5 de março de 2014

E agora?

Sei que não sou o único, mas eu tenho amigos que concluíram o ensino superior numa determinada área e hoje trabalham em áreas completamente diferentes da sua formação. Algumas pessoas se formaram em humanas e hoje trabalha em exatas e vice-versa. Passaram 4, 5 ou mais anos estudando e aprendendo tudo de uma área profissional e na hora de colocar em prática, por vários motivos, optaram por não seguir a carreira que se dedicaram neste período. 

Já vi trabalhos excelentes destas pessoas durante esses anos letivos. Idéias e propostas de execuções de tirar o chapéu. Perfeitas! Mas que hoje esses conhecimentos não são mais utilizados. Uns abriram mão do curso assim que acabou a formatura. Outros procuraram empregos na área e não encontraram. Alguns até encontraram emprego e ficaram algum tempo na área, mas depois abandonaram de vez. Mas existem outros tantos que continuam firmes e estão colocando em prática tudo o que aprenderam na teoria.

Esse período pós-carnaval sempre vêm à tona uma pergunta: "acabou o retiro. E agora?"

Os retiros são períodos excelentes para termos experiências incríveis com Deus, para ouvirmos como devemos e como não devemos fazer. O nível de comunhão chega ao limite máximo. Em muitos retiros, os temas abordados em palestras, fóruns e/ou dinâmica de grupo mostram como a igreja deve avançar, como fazer missões, como ajudar ao próximo, como ser luz do mundo e sal da terra.

Mas... e agora? Como colocar em prática tudo o que foi ouvido? Como ser fiel a todos os votos que foram feitos durante o retiro? Infelizmente, muitos abandonam a teoria já no primeiro dia pós-retiro. Outros conservam essa "chama" até os famosos "Encontrão do Retiro". Outros até se juntam, se programam e... param por aí! Graças a Deus, encontramos tantos outros que, com retiro ou sem retiro, já arregaçaram as mangas e sabem qual é a sua missão nessa terra.

Jesus disse algo sobre os que praticam e os que não praticam tudo o que foi ouvido. Tá escrito em Mateus 7:24-27:

"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. 
E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda." 

Escreva tudo o que você aprendeu, se possível, de forma resumida. Coloque num papel as suas metas e desafios. E... VAMOS PRA PRÁTICA! Agora chegou a melhor hora! Não abandone o que você aprendeu. Não edifique toda essa maravilhosa teoria em cima de uma banco de areia.

Trabalho não falta! Mãos à obra!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Bolsa família

A Bolsa Família é um dos "benefícios" que o atual governo do Brasil mais defende como sendo favorável ao povo de condição mais humilde. Mas em minhas andanças por este país, deparei-me com uma realidade, digamos, longe do esperado e propagado pelo governo.

Vi um povo viciado por tal "benefício". Vi um povo acomodado com esta "ajuda" governamental. Um povo que entre uma bolsa e o estudo ou até mesmo ao trabalho que poderia, inclusive, gerar uma renda superior ao já alcançado, não hesita em optar pelo ócio, pelo "deixa como tá", mesmo que isto resulte numa vida mais ou menos. Pergunte para uma pessoa que recebe o Bolsa Família se ele quer trabalhar e perder o presente escravizador do governo? A resposta será, em sua maioria, uma negativa. Chego a fácil conclusão de que a mordomia gerada pelo Bolsa Família é mais maléfico do que benéfico ao povo. É melhor não fazer nada e ter pouco do que arregaçar as mangas e fazer a sua parte por merecer algo melhor.

Por muito tempo me questionei sobre a pergunta de Jesus ao se deparar com Bartimeu, um cego que mendigava nas calçadas da cidade, que sobrevivia da ajuda dos que passavam por ele, que se acostumou com o pouco e que clama em alta voz: "Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!" (Marcos 10: 46-52)

A minha surpresa é que a resposta de Jesus foi: "O que queres que te faça?"

Se eu estivesse ali naquele momento eu diria: "Jesus, ele é um cego e mendigo! Ele quer ser curado! É óbvio!"

Mas nas entrelinhas surge uma reflexão na pergunta de Jesus: "Bartimeu, o que queres que eu te faça? Tem certeza que queres ser curado? Já parou para pensar que se você for curado não mais irá viver como mendigo? Que não mais receberá ajuda dos que o viam como um pobre coitado? Já parou para pensar que quando você voltar a enxergar, terá que correr atrás do seu sustento? Já pensou nisto? E, então, o que queres que eu te faça?"

Bartimeu tomou uma atitude libertadora que ia muito além do "que eu tenha vista". Optou por ir a luta! Optou abandonar o benefício doado e, curado, voltou à ativa!

Me pergunto: quantos cristãos estão acomodados com o "Bolsa Família Celestial"? Sentados dominicalmente em suas igrejas ouvindo uma bela mensagem, ouvindo suas músicas costumeiras, sendo servido religiosamente. Será que criamos seres dependentes de um leitinho espiritual?

No livro de Hebreus encontramos o seguinte: "embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade." (Hebreus 5:12-13 / 6:1)

Fazendo uma auto-análise, você se considera ser um refém do "Bolsa Família Celestial"? E, então, se Jesus te perguntar agora "o que queres que eu te faça?" O que você responderá?