terça-feira, 16 de julho de 2013

Nunca mais compro nada nesse site

Esses dias comprei uma camiseta num site e me decepcionei totalmente! Mas foi uma decepção daquelas que nunca mais eu volto a comprar lá!

Quando fui ler meu e-mail, tinha lá uma mensagem desse site falando de uma ótima promoção. Na mesma hora fui lá e comprei. Tudo perfeito! A camiseta era muito boa, bonita, o preço, tanto do produto quanto do frete, também era ótimo. Enfim, nada que me fizesse pensar duas vezes em comprar a camiseta. E foi isso que eu fiz.

Acontece que poucos dias antes do prazo estipulado de entrega, eu recebo um e-mail dizendo que "houve um problema e por isso meu produto seria entregue com atraso". Relevei porque não tava com pressa e de nada adiantaria eu mandar um e-mail desaforado pra eles.

Esperei mais alguns dias e, enfim, minha camiseta chegou! Mas no tamanho errado! Entrei em contato com eles e pediram pra eu devolver aquela camiseta pelo correio. Lógico que perguntei quando chegaria a camiseta correta! Só que fui obrigado a ouvir que eles não tinham mais o meu tamanho em estoque e que iriam devolver meu dinheiro! Pelo menos aprendi uma coisa: nunca mais compro nada nesse site!

Fazendo uma relação disto que aconteceu comigo com o que acontece por aí no meio cristão, percebo que esse serviço do "pós-venda" tem acontecido em muitos lugares. Perdoe-me relacionar um assunto a outro. Tente me entender! Mas é que vejo que existe todo aquele empenho para levar a palavra de Cristo pra pessoa, todo amor, todo cuidado, a pessoa aceita essa mensagem como sendo transformadora pra vida dela e... todos somem!

Mesmo que em outro contexto, o salmista no Salmo 142:4 diz algo que imagino que essas pessoas podem sentir:

"Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse. Refúgio me faltou; Ninguém cuidou da minha alma."

"Ninguém cuidou da minha alma". Isso é um grito desesperador! A mensagem do evangelho não deve ser pregada apenas naqueles minutos que você fica com a pessoa! O "day after" é tão importante quanto! Aliás, é depois da pessoa aceitar a Cristo como único e suficiente salvador que as dúvidas e necessidades de um cuidado especial aparecem e nós, como igreja, devemos estar por ali! Evangelizar é muito mais do que falar do evangelho num único dia, mas é o ato contínuo de manter contato com a pessoa até que o evangelho faça parte da rotina dela. Pregar, sim, é falar e "cair fora". Evangelizar é muito mais amplo. É muito mais do que fazer uma "boa venda", fazendo uma alusão ao exemplo que dei ali em cima!

Que sejamos como Barnabé, que cuidou de Paulo mesmo quando este ainda era Saulo, além de muitas outras pessoas por onde passava, como está escrito em Atos 11:26:

"E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos."

Que nosso ato de evangelizar seja profundo e duradouro ao ponto das pessoas serem chamadas verdadeiramente de cristãs. Que não seja apenas um evento de curto prazo. Que não haja um arrependimento da pessoa em aceitar a Cristo por falta de cuidado após esta que é maior e melhor decisão que uma pessoa pode tomar.

Fica a dica!

Abraços!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Aprendi a cozinhar

Isso mesmo! Aprendi a cozinhar, mas por enquanto apenas pratos básicos! Minha mãe diz que perdeu esse meu “dom”! Mas nem eu sabia que era tão fácil assim cozinhar! Hahaha!!

Esses dias tive que improvisar uma coisa que acabou dando certo. Fui fazer arroz, mas não tinha alho. Na minha falta de experiência, improvisei algo que acabou dando certo. Coloquei na panela aquela pasta de alho da Arisco. E depois de outra coisas, ainda coloquei mais sal. Só depois que minha esposa disse que a pasta de alho já tinha sal. Ou seja... o arroz ficou salgado! Hahaha!! Mas nem tanto! Dava pra comer sem problemas.

Lembrando daquele clássico versículo que diz que nós somos “o sal da terra” (Mateus 5:13) e comparando com essa minha experiência na cozinha, cheguei à duas conclusões:

1. O sal dissolve na água mas deixa o gosto

É comum a gente encontrar igrejas em vários bairros pelo Brasil à fora, mas que se formos fazer uma análise fria, muitas parecem que são sal no saleiro e não sal na comida. Elas estão ali, no metro quadrado delas, não deixam de ser sal, mas estão lá, na deles! Em muitas, você até sente o sabor gostoso do tempero dentro das quatro paredes, mas não sente o sabor deste mesmo sal nas favelas, nos asilos, orfanatos, hospitais, presídios e outros lugares ao redor deste “saleiro eclesiástico”. Quando a Bíblia fala que somos “o sal deste mundo”, quer dizer exatamente que em todas partes do mundo, nos cantos mais remotos ou até mesmo nos lugares mais perigosos e menos “turísticos” do seu bairro, o sal tem que estar presente. Ele deve ser dissolvido no mundo sem deixar de dar o sabor que lhe é devido! O sal não pode ficar dentro do saleiro.

2. Não dá pra diferenciar o sal

A pasta de alho já tinha sal e, mesmo assim, eu coloquei mais sal. Só que em momento algum deu pra diferenciar se aquele gosto era do sal da pasta de alho ou se era do sal que eu coloquei depois. Da mesma forma, não deveríamos diferenciar se o evangelho que pregamos é da igreja A ou da igreja B. Sal é sal. Evangelho de Cristo é evangelho de Cristo! Mas nossas doutrinas umbilicais tem alterado a fórmula do sal, se é que isso é possível. Minha esposa é química e vai poder responder isso bem melhor do que eu. Um dia Cristo vai te perguntar se o evangelho que você tem pregado é realmente o evangelho dEle ou outro qualquer! Espero que essa pergunta não aconteça tarde demais!

Só pra lembrar: “Se alguém vos anunciar outro evangelho diferente do que já recebestes, seja anátema!” (Gálatas 1:9)

Abraços!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Por que você não gosta de bacalhau?

Me lembrei hoje de algo que aconteceu um tempo atrás quando almocei com uma pessoa e coloquei no prato somente carne vermelha, enquanto no prato dessa pessoa tinha um pedaço de bacalhau que, confesso, parecia estar muito bom. Assim que essa pessoa viu que eu não tinha pegado bacalhau, tive que responder a seguinte pergunta:

- Por que você não gosta de bacalhau?

Eu poderia simplesmente responder que “não gosto porque não gosto” (hahaha) ou ser bem simples na resposta. Mas eu quis enfeitar e falar bonito e difícil. Respondi da seguinte forma:

- Não como bacalhau porque as enzimas liberadas pelo bacalhau causam desconforto no meu sistema digestivo.

Caracaaaa!!!! Falei bonito!! Pode concordar comigo!! Óbvio que a pessoa aceitou a minha resposta como super convincente! Óbvio!!

Mas logo depois eu que fiz uma pergunta:

- E bacalhau libera enzima??

Não. Minha resposta está completamente errada! Apesar de estar bonita e convincente! É impressionante o que as palavras bonitas e faladas com a entonação correta fazem... Convence muitos a acreditar que elas estão certas mesmo estando erradas!

Ultimamente temos visto tantas coisas absurdas por aí sendo ditas em nome de Deus e, pior do que isso, tanta gente acreditando e dando “glória à Deus”! Muitas são tão absurdas que as vezes a gente se pergunta: “será que alguém cai nesse papo”? Esses dias, por exemplo, vi um cara “de Deus” dizendo que não concorda com determinado milagre que Jesus fez! E muito mais de mil pessoas disseram “amém”! Porém tem outras situações que as palavras são tão bem faladas, com entonações tão perfeitas e são ditas por pessoas de tanta confiança que muitos correm o risco de cair na “armadilha”. Inclusive eu e você. Tenham senso crítico!

1ª João 4:1 diz o seguinte:

“Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.”

Por isso, digo: leiam a Bíblia sempre! Meditem! Tentem entendê-la o máximo possível! Orem! Busquem sabedoria! Intimidade com Deus!

Efésios 14: 14 a 16 faz um alerta:

“Não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.”

Por último, gostaria de deixar um recado que Jesus disse:

“Acautelai-vos, que ninguém vos engane.” (Mateus 24:4)

Abraços!

sábado, 23 de março de 2013

O que fazemos com nossos incômodos?

Uns dias atrás, eu e minha esposa estávamos em casa e já era tarde da noite quando ela começou a sentir dores intestinais, até então era uma dor "suportável". Mas o tempo ia passando e a dor aumentando. Até que, pouco mais de 1h da madrugada, a dor começou a ficar muito intensa e passou à incomoda-la muito. Foi aí que saímos de casa e fomos para o hospital. Se não fôssemos, ela ficaria horas e mais horas sentindo dores em casa.

O relógio já marcava 2h quando chegamos no hospital. Lá, ela tomou remédios, soro, realizou alguns exames e, aproximadamente, 5h nós estávamos voltando para casa. Ainda sentia algumas dores. Compramos alguns remédios e alguns complementos alimentares que ela toma até hoje, não porque gosta, mas porque tem que tomar. Tudo isso para que a dor, que tanto a incomodava, não retorne.

Queria fazer um paralelo com uma situação que Jesus passou e que está escrito em Mateus 20:34

"Então Jesus, movido de íntima compaixão, tocou-lhes nos olhos, e logo viram;"

Em ambos os casos, havia algo que incomodava. No caso da Clariana, a dor intestinal. No caso de Jesus, a cegueira destas duas pessoas. Nas duas situações, houve uma reação frente a isso. Eu e minha esposa fomos para o hospital, compramos os remédios e ela ainda toma. Já Jesus, parou sua caminhada para, movido de íntima compaixão, atender ao pedido daqueles cegos.

Confesso que eu fico impressionado com a quantidade de pessoas incomodadas com várias coisas! O Facebook tá lotado dessas demonstrações públicas de "chega", "vamos dar um basta nisso" e assim por diante! Temos o grupo das pessoas incomodadas com a pobreza e a fome, o grupo das pessoas incomodadas com a injustiça no Brasil, com a desigualdade, sem falar nos que são incomodados com a situação das igrejas evangélicas e seus líderes. Assumo que tenho um pouco ou muito, em alguns casos, de cada um desses incômodos. Mas a pergunta que não quer calar é:

- E o que é que tem sido feito além de ficarmos incomodados?

Até quando vamos ficar em casa sentindo dores e não vamos agir e fazer algo para melhorar essa situação que dizemos que tanto nos incomoda? O que adianta lotarmos o Facebook e falarmos com todos os que nos cercam que algo precisa ser feito e nada fazemos? Eu estou incomodado com esse tipo de incômodo inoperante!

Você tá incomodado com a fome? Tem certeza? Então qual foi a última vez que você deu um pão pra uma pessoa faminta na rua? Muitos nem sabem o preço da cesta básica!! Você tá incomodado com a pobreza? Quando foi a última vez que você foi numa favela fazer alguma coisa pra mudar esse cenário? Tá incomodado com a crise nas igrejas? Sério??? Você tem orado pelos pastores? Você tem feito o quê? Criticado apenas? Fala sériooo!!!

Não basta estar incomodado, é preciso agir! Senão esse incômodo nunca vai passar!

Pra finalizar, queria deixar um versículo muito conhecido que está em Tiago 2:20

"Queres saber, ó homem insensato, que a fé sem as obras é inútil?"

Em outras palavras: "queres saber, ó homem insensato, que ter fé, estar incomodado com algo e não fazer nada, está anulando a sua fé?"

Pense nisso!

Abraços!

quarta-feira, 6 de março de 2013

Experiência do futebol no presídio

Lembro quando fui com os homens da IBVA, lá na Bahia, jogar bola com os presos no presídio de Lauro de Freitas. A gente tava em, mais ou menos, 50 pessoas. E passamos um dia inteiro, não só jogando bola, como cantando, se divertindo com os palhaços que também estavam lá ou, simplesmente, conversando assunto aleatórios com eles. Alguns falavam dos crimes que cometeram e que fizeram eles estarem lá, do tempo que ainda faltava para cumprirem suas penas. Nossa postura, em momento algum, era de incriminá-los, apesar de refletir com eles de que o que fizeram era errado. 0% de acusação!

Mas isso pode até mesmo soar estranho para a sociedade em geral. Por que tratar bem pessoas que cometeram crimes, como assassinato, por exemplo? Poderia citar inúmeras bases bíblicas aqui, mas prefiro ficar com Provérbios 15:1

"A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira."

O "correto", pra sociedade, seria irmos lá e "descer o madeira" nos caras, jogar na cara deles que eles são culpados, que são criminosos, que devem pagar pelo que fizeram e assim por diante… Nada disso é, legalmente, errado. São realmente culpados, são classificados como criminosos pela lei e precisam pagar pelo que fizeram. Fato! Mas se fizéssemos isso, estaríamos nada mais nada menos do que despertando ainda mais a ira deles e não desviaríamos a fúria, comprometendo o processo de recuperação do indivíduo, que é o foco do Cristianismo.

Me entristece ao ver pessoas, dentro das igrejas, que lidam com os que cometem algum pecado ou fazem algo fora da doutrina humana-religiosa de forma tão ríspida que deixa, até mesmo, os que apenas observam a cena "sem graça", tamanho o peso das palavras e a forma que são ditas.

Reflito algumas questões:

- Será que não poderíamos fazer, nas igrejas, o mesmo que é feito por muitos cristãos, ao redor do mundo, dentro dos presídios? Tratar com amor os que erram!
- Essas atitudes condizem com a postura de Jesus, quando Ele mesmo diz que o "jugo dEle é suave e o fardo é leve" (Mateus 11:30)?

Sou total defensor de que devemos arcar com as consequências dos nossos erros, mas muitas vezes jogam em nossos ombros cargas maiores do que nossos próprios erros e observamos que a forma como tratamos as pessoas nos presídios, geralmente, é bem mais calma do que em nosso ciclo religioso. Isso afasta muito mais do que aproxima!

Repreender não significa bater severamente, mesmo que com palavras.

Abraços!